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LGBTQIA+ E A SAÚDE MENTAL

O ódio e o preconceito contra a orientação sexual ou contra a identidade de gênero de uma pessoa é o que chamamos de homofobia. Dentre as atitudes homofóbicas, a discriminação e a coação psicológica estão entre as principais violências praticadas conta a população LGBTQIA+.

Com isso, o bullying; o medo de sofrer agressões; as questões de autoaceitação e a dificuldade de aceitação social e/ou familiar impactam negativamente na saúde mental das pessoas LGBTQIA+.

Por isso, é fundamental que elas tenham suporte emocional para lidarem com problemas como a ansiedade e a depressão.

O que são pessoas LGBTQIA+?:

A sigla LBGTQIA+ representa um movimento que luta pela inclusão social e pelo respeito à diversidade sexual e de gênero. Assim, a sigla engloba: lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queers, intersexuais, assexuais etc.

Abaixo, listaremos simplificadamente o que cada um desses nomes significa:

Lésbicas: são mulheres que se sentem atraídas afetivamente ou sexualmente por outras mulheres.  

Gays: são homens que se sentem atraídos afetivamente ou sexualmente por outros homens.

Bissexuais: são mulheres ou homens que sentem atração sexual ou afetiva tanto pelo gênero feminino quanto pelo gênero masculino.

Transgêneros: são pessoas que não se identificam com seu gênero biológico, mas, sim, com o gênero oposto ao seu de nascença.

Queers: são pessoas que transitam entre os gêneros feminino, masculino e/ou não-binários. Segundo a teoria queer, tanto a sexualidade quanto a identidade de gênero são construções sociais e não biológicas.

Intersexuais: são pessoas que naturalmente desenvolvem características sexuais não-binárias, isto é, os cromossomos, as genitais e os hormônios dessas pessoas possuem características em parte femininas e em parte masculinas.

Assexuais: são homens ou mulheres que não se sentem atraídos sexualmente (e às vezes até afetivamente) por nenhum gênero.

+: são as outras possíveis sexualidades e identificações de gênero que existem.

Problemas de saúde mental enfrentados por LGBTQIA+:

A sexualidade e a identidade de gênero da população LGBTQIA+ costumam ser alvo da intolerância de pessoas que não compreendem a diversidade.

Ser intolerante é uma das características da homofobia e da transfobia – que são a aversão às pessoas homossexuais ou transgêneros. Entre as outras violências de caráter homofóbico estão: agressão física, agressão moral, agressão psicológica, agressão sexual, agressão verbal e tentativas de homicídio.

Esses crimes de ódio colocam essa população em uma posição de vulnerabilidade emocional. Isso significa que pessoas LGBTQIA+ estão mais propensas a desenvolverem dependência de substâncias psicotrópicas, disforia, distúrbio de ansiedade, ideação suicida e transtorno depressivo do que pessoas heterossexuais (que sentem atração afetiva e sexual pelo gênero oposto) e cisgênero (que se identificam com seu gênero biológico).

É preciso deixar bem claro que os problemas de saúde mental enfrentados pela comunidade LGBTQIA+ são decorrentes do preconceito e de ambientes (familiar, profissional ou social) hostis e não de sua sexualidade ou identidade de gênero. Portanto, termos como “cura gay” são totalmente inadequados, pois não há necessidade de cura para o que não é doença.

Suporte emocional para a comunidade LGBTQIA+:

Pessoas LGBTQIA+ precisam se sentir aceitas e acolhidas. É fundamental que tenham uma rede de apoio que demonstre que não há nada de errado com a forma com a qual expressam seu amor ou com o gênero com o qual se identificam.

Se foram vítimas de violência ou se sofreram algum trauma é fundamental que busquem apoio psicológico ou psiquiátrico para que possam: tratar uma possível depressão ou ansiedade; lidar com suas dores emocionais e aprender a se aceitar e a se amar. Afinal, amor é amor.

Para acessar esse e outros conteúdos, acesse nossas redes sociais e compartilhem! Até breve!

Referências:

  1. O que significa a sigla LGBTQIA+: https://bluevisionbraskem.com/desenvolvimento-humano/o-que-significa-a-sigla-lgbtqia/
  2. O que é homofobia: https://www.politize.com.br/homofobia-o-que-e/
  3. Homofobia internalizada, conectividade comunitária e saúde mental em uma amostra de indivíduos LGB brasileiros: http://www.scielo.org.co/pdf/apl/v37n1/2145-4515-apl-37-01-47.pdf

Saúde mental LGBT: Depressão, ansiedade e risco de suicídio são principais problemas:https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,saude-mental-lgbt-depressao-ansiedade-e-risco-de-suicidio-sao-principais-problemas,70002887220

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