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O benefício da música clássica para o cérebro

Para os fãs dos grandes concertos, trazemos mais um motivo para celebrar esse Dia Mundial da Música Clássica!

Hoje vamos falar sobre os benefícios relacionados à saúde mental de uma vida em que a trilha sonora vai de Mozart, Wagner e Beethoven até outros nomes do panteão da música erudita.

Música clássica e genética

Ouvir música é um costume encontrado em todas as culturas do mundo. Não à toa, esse assunto fascinante já rendeu inúmeras pesquisas por parte de grupos científicos. Em alguns deles, os pesquisadores conseguiram comprovar que o ato de escutar e/ou tocar música representa uma função cognitiva complexa, responsável por inúmeros efeitos na estrutura e no funcionamento do cérebro.

No entanto, um estudo realizado em 2015, por cientistas da Universidade de Helsinki, na Finlândia, divulgou os primeiros resultados desses efeitos em nível molecular. Os dados colhidos na pesquisa apontam que o hábito de ouvir música clássica aumenta a atividade dos genes envolvidos na sinapse, na aprendizagem, na memória e na produção de dopamina.

dopamina é um dos neurotransmissores mais famosos do nosso sistema nervoso. Sua função principal é ativar os circuitos de recompensa do cérebro, tornando-se conhecida por ser o “neurotransmissor do prazer”. Entre outras funções menos conhecidas, a dopamina também age como um mediador químico indispensável para a atividade normal do nosso cérebro, tanto que sua ausência pode provocar a doença de Parkinson.

Prevenção de Doenças Degenerativas

Durante este mesmo estudo, a equipe liderada pelo professor Chakravarthi Kanduri, concluiu que escutar música clássica com frequência ativa os genes capazes de prevenir algumas doenças degenerativas.

Para a realização desta investigação foram reunidas 48 pessoas (de 18 a 73 anos), caraterizadas pelo seu nível de aptidão e educação musical (entre as quais, músicos profissionais, adeptos da música clássica e não-ouvintes do gênero). Com o intuito de estabelecer as alterações genéticas ocasionadas pela experiência, os participantes realizaram um exame para coleta de sangue, antes e após serem expostos ao Concerto para Violino nº3 em Sol maior, K.216, de Wolfgang Amadeus Mozart.

Apesar dos efeitos genéticos terem sido identificados apenas nos indivíduos com alto índice de educação musical (participantes muito fãs de música ou músicos profissionais), reforçando a importância da música como algo familiar à nossa rotina, o estudo descobriu outros dados interessantes.

Revelou-se que, além de ativar os genes ligados à aprendizagem e memória, a música também contribui para tornar menos ativos os genes envolvidos na degeneração do cérebro e do sistema imunológico, reduzindo potencialmente o risco de contrair doenças neurodegenerativas, entre elas o Mal de Parkinson ou a demência senil.

Musicoterapia e Saúde Mental

Os materiais colhidos na pesquisa dirigida pelo prof. Kanduri sugerem que escutar música clássica tem um efeito no Transcritoma humano, ou seja, na expressão dos nossos genes.

De acordo com esses resultados, a ciência já pode identificar novas informações sobre a origem molecular da evolução musical e da percepção dos sons. Isso pode abrir portas para novas descobertas sobre mecanismos moleculares subjacentes na musicoterapia, por exemplo.

E por falar em Musicoterapia – e como ela pode ser aproveitada na manutenção da nossa Saúde Mental – nós já falamos sobre esse tema aqui no blog.

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