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O que é o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

Uma introdução ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

Por Kristalyn Salters-Pedneault, PhD

Atualizado em 19 de abril de 2016

 

Transtorno de Personalidade Borderline é uma condição psicológica séria. Quais são os sintomas? Como é o tratamento? Abaixo você encontrará um resumo de alguns dos princípios básicos do TBP.

Transtorno da Personalidade Borderline é um transtorno da personalidade.

O TBP é uma das várias perturbações de personalidade reconhecidas pela Associação Psiquiátrica Americana. Os transtornos de personalidade são condições psicológicas que começam na adolescência ou no início da idade adulta e que continuam ao longo de muitos anos, causando um grande sofrimento.

Transtornos de personalidade também podem muitas vezes interferir na capacidade de uma pessoa desfrutar da vida ou realizar-se nos relacionamentos, no trabalho ou nos estudos.

 

Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline

 

O TPB está associado a problemas específicos das relações interpessoais, imagem pessoal, emoções, comportamentos e pensamento.

 

Relacionamentos: Pessoas com TPB tendem a ter relacionamentos intensos, caracterizados por uma série de conflitos, discussões e rompimentos. O TPB também está associado com forte sensibilidade ao abandono, que inclui um intenso medo de ser abandonado pelos seus entes queridos e tentar evitar o abandono real ou imaginado.

 

Imagem Pessoal: Indivíduos com TPB têm dificuldades relacionadas com a estabilidade de sua percepção do ego. Eles relatam muitos “altos e baixos” na forma como se sentem sobre si mesmos. Num momento podem se sentir bem, noutro ruins ou mesmo maldosos.

 

Emoções: a instabilidade emocional é uma característica fundamental do TPB. Indivíduos com TPB podem dizer que se sentem como se estivessem em uma montanha-russa emocional, com mudanças muito rápidas no humor (por exemplo, se sentindo bem e depois extremamente deprimidos ou melancólicos em questão de minutos). O TPB também está associado a sentimentos de raiva intensa e vazio.

 

Comportamentos: o TPB está associado a uma tendência de se envolver em comportamentos de risco e impulsivos, como fazer compras, beber quantidades excessivas de álcool ou abuso de drogas, a prática de sexo promíscuo ou compulsão alimentar. Além disso, pessoas com TPB são mais propensas a se envolverem em comportamentos nocivos a si mesmos, como o automutilamento ou a tentativa de suicídio.

 

Mudanças de pensamento relacionadas ao estresse: sobre condições de estresse, as pessoas com TPB podem apresentar mudanças de pensamento, incluindo pensamentos paranoicos (por exemplo, pensamentos sobre o que os outros podem estar tentando para prejudicá-los), ou dissociação (ficar atordoado ou dormente).

 

 

Causas do Transtorno de Personalidade Borderline

 

Como a maioria das desordens psicológicas, a causa exata do TPB não é conhecida. No entanto, há pesquisas que sugerem que uma combinação natural (biológica ou genética) e educação (ambiente) justificam o quadro.

Pesquisas mostram que muitas pessoas diagnosticadas com TPB sofreram abuso infantil ou negligência ou foram separadas de seus cuidadores em uma idade precoce. No entanto, nem todas as pessoas com TPB tiveram alguma dessas experiências na infância (e muitas pessoas que tiveram essas experiências não têm TPB).

Há também evidências de contribuições genéticas e diferenças na estrutura e função cerebral em indivíduos com TPB.

 

Tratamento do Transtorno da Personalidade Borderline

 

Embora num determinado momento, os especialistas acreditassem que o TPB fosse improvável de ser tratado, as pesquisas têm mostrado agora que há tratamento.

Uma variedade de tratamentos está disponível para o TPB, e estes tratamentos podem ser feitos em regime ambulatorial ou de internação hospitalar. O TPB é geralmente tratado com uma combinação de psicoterapia e medicação. Hospitalização ou tratamentos mais intensivos podem ser necessários em tempos de crise.

 

Viver e lidar com o Transtorno de Personalidade Borderline

Pode ser bastante difícil viver com os sintomas do TPB. Dor emocional intensa e sentimento de vazio, desespero, raiva, desesperança e solidão são muito comuns. Como resultados destas experiências, muitas pessoas com TPB dizem que pensam em suicídio, ou tentaram se suicidar ou têm atitudes suicidas. Alguns indivíduos com TPB se envolvem em comportamentos nocivos como automutilação ou queimaduras numa tentativa de reduzir suas dores emocionais (ou, no caso de vazio crônico, para “sentir alguma coisa”).

Os sintomas do TPB podem afetar uma variedade de áreas, incluindo trabalho, estudos, relacionamentos, situação jurídica e saúde física. Entretanto, apesar do sofrimento que o TPB pode causar, muitas pessoas levam vidas normais e satisfatórias. Há muitas histórias de sucesso.

 

Tome uma atitude

 

Se acredita que você ou alguém que ama possa sofrer do TPB, é muito importante buscar ajuda de um profissional de saúde mental habilitado, como um orientador psicológico, assistente social, psicólogo ou psiquiatra. É importante relembrar que muitos dos sintomas de TPB se sobrepõem com outras condições físicas e mentais. Somente um profissional habilitado pode diagnosticar o TPB.

A boa notícia é que, uma vez que um diagnóstico é dado, há esperança. Seu terapeuta ou médico podem lhe ajudar a traçar um plano de ação que pode incluir psicoterapia, medicamentos ou outros tratamentos. Pesquisas têm mostrado que com um bom tratamento, os sintomas do TPB podem ser substancialmente reduzidos. Muitas pessoas, uma vez diagnosticadas com TPB, não atendem mais aos critérios para o transtorno com o tratamento e com o tempo.

 

Fontes:

Associação Psiquiátrica Americana. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4ª ed., revisão de textos. Washington, DC, Autor, de 2000.

Kraus, G, e Reynolds, DJ. “O A-B-C do grupo B: identificação, compreensão e tratamento de distúrbios grupo B personalidade”. Psicologia Clínica avaliação 21: 345-373, 2001.

 

Artigo original disponível em: Verywell.

One comment
  1. Cristina Leal

    Sou boderline faço acompanhamento a anos sem resultados agora estou em processo de aneurexia simplesmente parei de comer cerca de cinco anos tive a mesma coisa passei seis meses internada

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