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A relevância da Cultura Maker na área da Saúde

O famoso “faça-você-mesmo” sempre esteve presente em nossas vidas.

Mais recentemente, o fenômeno “DIY” (do it yourself, em inglês) ganhou destaque nas redes sociais, com diversos canais e blogs ensinando “Life Hacks” – truques úteis para hackear a vida – ou, em outras palavras, dicas para facilitar os obstáculos do dia a dia.

No entanto, esse movimento (nomeado de Cultura Maker) tem conquistado cada vez mais espaço e deixou de servir apenas como catálogo de gambiarras dentro de casa para causar um impacto significativo em outros aspectos da sociedade.

Atualmente, entende-se a Cultura Maker como a ideia de que pessoas comuns podem construir, consertar, modificar e fabricar os mais diversos tipos de objetos e projetos com suas próprias mãos.

A educação e a saúde estão entre as áreas com maior potencial para absorver essa mentalidade e apostar em projetos inovadores.

No artigo de hoje, selecionamos duas dessas iniciativas que tem dado resultado em suas respectivas áreas.

MakerNurse

A filial médica da Universidade do Texas (UTMB) implementou um projeto para desenvolver a cultura maker entre sua equipe de médicos e enfermeiros, com a construção do primeiro espaço maker dentro de um hospital dos Estados Unidos.

Segundo David Marshall, chefe do departamento de enfermagem e responsável pela iniciativa, a cultura maker sempre esteve enraizada no dia a dia de enfermeiros e enfermeiras. Esses profissionais passam suas vidas criando soluções que possam tornar o atendimento médico mais eficiente e oferecer maior conforto aos pacientes.

A criação dessa oficina, equipada com ferramentas e instrumentos de última geração, está ao alcance de qualquer funcionário com uma ideia que, potencialmente, possa se tornar um protótipo. E, claro, tudo a um custo acessível.

Os incentivos do projeto servem de plataforma para a inovação e criação de soluções, sejam elas para a utilização de um enfermeiro em um tratamento específico ou uma ideia que tenha o potencial de se tornar um produto disruptivo no mercado.

O importante é fazer acontecer.

Fab Lab

O Fab Lab da Intermediate Unit 1 (IU1), é uma plataforma técnica para que campos como ciência, tecnologia, engenharia e matemática possam ser utilizadas de maneira educacional, incentivando o desenvolvimento de novas habilidades em um espaço onde ideias inovadoras de negócio possam ser postas em prática.

A sigla significa Laboratório de Fabricação Digital e esse projeto, em específico, é pensado para oferecer novas maneiras de ensinar alunos que necessitam de educação especial ou alternativa.

Os resultados não poderiam ser melhores. O alto índice de engajamento se reflete em um salto na performance comportamental e acadêmica dos jovens envolvidos no projeto.

Neste Fab Lab, os estudantes estão livres para explorar o processo de engenharia de projetos em um contexto real, com ferramentas que oferecem a realização completa do projeto: do conceito e desenho do modelo ao protótipo, acabamento e produto final.

Lá, os alunos podem encontrar materiais para todos os tipos de criação, incluindo impressoras, aparelhos de serigrafia e até máquinas de corte de vinil e laser.

No entanto, o principal objetivo dessa iniciativa continua sendo o de garantir uma oportunidade para aqueles jovens que necessitam de um método de ensino diferenciado de seus colegas, com a construção de um ambiente educacional que gire em torno do próprio estudante e focado no aprendizado colaborativo.


Essas e outras iniciativas englobadas na cultura maker podem mudar a maneira como pensamos nosso papel na sociedade e na importância do pensamento colaborativo!

Para saber mais sobre assuntos relacionados à saúde, educação e tecnologia, siga a Scio Education nas redes sociais!

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