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Estratégias de prevenção ao suicídio

O que leva ao suicídio?

Albert Camus, escritor francês, dizia que se a filosofia tivesse de se ocupar de uma única questão, esta seria o suicídio. 

Porque é um assunto complexo e, diferente do que muitos pensam, não está relacionado a um único evento que ocorreu na vida de uma pessoa. É uma construção social que, muitas vezes, está relacionada, entre outros fatores de predisposição, a transtornos mentais como depressão, alcoolismo, transtornos de personalidade como impulsividade ou borderline e esquizofrenia. 

Com o aumento de quadros de transtornos mentais passa a ser cada vez mais importante que todos os profissionais de saúde saibam reconhecer sintomas e recomendar um encaminhamento adequado o que pode, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes ao ter uma assistência adequada, reduzir o risco de suicídio. 

A prevenção do suicídio é uma das prioridades da Organização Mundial da Saúde, uma vez que cerca de 900 mil pessoas cometem suicídio por ano, aproximadamente uma pessoa a cada 45 segundos. 

Abordagem de pacientes com ideação suicida 

A maioria dos pacientes com ideação suicida costuma verbalizar esse sentimento, seja oralmente ou por meio de textos. Em muitos casos de uma forma bem explícita. 

É preciso se atentar a esses sinais e levá-los a sério. Ser empático com o que motiva essa ideação e encaminhar para um tratamento médico adequado é essencial. 

Sempre temos de ter em mente que cada dor é única e devemos respeitar isso. 

Ao contrário do que muitos pensam, conversar abertamente com a pessoa, entendendo se ela realmente tem aquela intenção não impacta negativamente ou aumenta o risco de suicídio e, sim, pode trazer alívio, conforto e uma sensação de apoio que, para essa pessoa, pode mudar a sua percepção de realidade:
há alguém aqui para te ajudar.
 

Quando o paciente é encaminhado para o tratamento médico, é importante perseverar.
O acompanhamento pode ser feito por uma equipe de profissionais como psiquiatras e psicólogos, utilizando de métodos de terapias para compreender todo o contexto que leva a essa ideação e trabalhar para desatar cada um desses nós e enxergar novas possibilidades. 

É preciso vencer o próprio preconceito 

Falar abertamente sobre ideação suicida não é motivo de vergonha, é um ato de coragem, pois a força de quem pede ajuda é um grito pela vida. 

Se você está passando por isso ou conhece alguém que precisa de ajuda procure seu médico ou um dos serviços especializados neste atendimento como:  

  • Centro de Valorização à Vida – CVV (Ligue gratuitamente: 188 
  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde). 
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